Matéria publicada no Jornal de Valinhos sobre as
Eleições de 2012 com o seguinte título: Terezinha Moysés é presidente do "PMDB Mulher Valinhos".
20/04/2012
13/04/2012
Jornal: O Município
O Município
Por volta dos anos 60, Valinhos deveria ter no
máximo 30.000 habitantes e nessa pequena cidade circulava o jornal “O Município”.
Esse jornal de poucas páginas pertencia ao então prefeito Jerônimo Alves
Corrêa. A distribuição era semanal e o foco era o de informar aos munícipes as
obras da prefeitura e fomentar a política valinhense. Nessa época existia uma
grande rivalidade entre dois partidos políticos da cidade, o partido dos “paragatas”
do PTB do ex-prefeito Jerônymo, o Caboclo, e dos “gravatinhas” do PSP pelo
também ex-prefeito José Spadaccia, o Bepe.
O nome “paragatas” derivou de alpargatas, um
calçado popular e barato na época, fabricado pela mesma empresa dos atuais
chinelos Havaianas. Era feito de pano rígido e tinha um solado em cardas tipo
sisal. À medida que ia ficando velho, formava uma espécie de bigode retorcido
nas laterais, e exalava um chulé insuportável. Quando se aproximava a eleição
para prefeito, valiam-se da competência de uma cerâmica de portugueses
radicados em Valinhos, os quais faziam broches de alpargatas em miniaturas e em
várias cores. Os simpatizantes do Jerônymo desfilavam com esses broches,
objetos de desejos, por toda a cidade.
Qualquer acontecimento mínimo que fosse à época
ganhava grande repercussão, com motivo de deboche ou de grande valorização. No
entender de comentaristas políticos, a nossa cidade ganhou muito com essa rixa.
Como em alguns anos os dois candidatos se alternavam no cargo de prefeito, eles
queriam mostrar serviços e inovavam sempre trazendo o desenvolvimento para
Valinhos. Sem contar com a rigorosa fiscalização dos recursos aplicados.
O jornal “O Município”, trazia em sua coluna
social um retrato do dia a dia dos jovens da sociedade valinhense. De uma
maneira sutil, retratava os primeiros nomes desses jovens, os seus apelidos e
as suas paqueras, bem como os namoros iniciados ou terminados. O cupido para facilitar
as coisas, anunciava quem estava afim de quem, e assim moças e rapazes queriam
ter um exemplar semanal desse jornal, para acompanhar essas especulações
amorosas.
Existia também nesse jornal o “Cantinho do Nhô
Chico”, era uma coluna de versos caipiras que tinha uma rima fabulosa, e não
era assinado por ninguém. Porém, todos sabiam que era obra de Osvaldo Molon,
conhecido como o “Dinho Molon”. Molon era muito amigo de Jerônymo e como sabia
do andamento das obras e dos fuxicos dos adversários políticos, toda semana
fazia os versos. Acreditam que seria o próprio Jerônymo que o alimentava dessas
notícias, pois os versos tratavam do âmago dos fatos políticos.
O “Cantinho do Nhô Chico” tinha muita arte e
muitas pessoas obtinham o jornal só por causa dos seus versos. Era só
gargalhada dos assuntos e suas consequentes rimas. Em compensação os
adversários políticos deviam ficar muito irritados com tantas rimas em prosa e
verso. É claro que para dar ênfase, os versos exageravam na dose, tudo para
tornar os fatos mais picantes e marcantes.
Um dia desses, passando de carro vi o Osvaldo
Molon ou o seu sósia em frente à Prefeitura. Eu sabia que ele com a sua família
mudaram de Valinhos para Panorama-SP, em busca de novos projetos de vida.
Recordando dos seus versos, resolvi escrever um pouco sobre o velho jornal que
fez história em nossa cidade.
Fonte: artigo de Jair Fini, fini@ig.com.br,
publicado no Jornal de Valinhos, de 13/04/2012.
05/04/2012
Eleições de 2012: matéria
Matérias publicadas no Jornal de
Valinhos sobre as Eleições de 2012 com os
seguintes títulos: Cerca de 800 pessoas aclamam Engenheiro Moysés pré-candidato a prefeito pela PMDB durante reunião.
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